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A Peça

Escrito por ideias em 4.Mar.10 – 18:03

 

Trabalhar o mito infantil de Chapeuzinho Vermelho dentro de uma concepção politicamente correta e com enfoque no meio ambiente e ecologia. A estória do Chapeuzinho Vermelho tem muitas versões. “A imagem de uma menina “inocente” e encantadora sendo engolida por um lobo deixa uma marca indelével na mente.” A versão mais popular deste conto é a assinada pelos Irmãos Grimm, Chapeuzinho e a vovó voltam a viver e o lobo sai castigado exemplarmente. Perrault foi quem escreveu a primeira versão deste conto: “Capinha Vermelha”. O especialista em contos infantis mais abalizado, Andrew Lang, opina que se todas as versões de Chapeuzinho Vermelho terminassem como a versão de Perrault terminou, seria melhor que as abandonássemos.Foi com os Irmãos Grimm que este conto teve a sua salvação e se transformou no conto de fadas mais divulgado dentre todos eles. A estória de Perrault possui um adendo que é desconhecido das outras versões. Um pequeno poema se segue após a avó e a neta terem sido devoradas pelo lobo e este poema tem uma MORAL a ser guardada: meninas bonitinhas não devem conversar com quem não conhecem, se o fazem, não é de se admirar que sejam “devoradas”. Quanto ao comportamento dos “lobos”, os mais gentis são os mais perigosos, principalmente os que acompanham as menininhas até ás suas casas. Perrault gostava de colocar MORAL em todos os seus contos. A estória de Chapeuzinho Vermelho foi baseada em uma estória muito antiga que chega ao MITO DE CRONOS, que devorava os seus filhos que depois saiam da sua barriga colocando nela, em seus lugares, montes de pedras.A versão atual transporta a trama para o nordeste brasileiro e usa o cordel para contar a clássica história adaptando-a a realidade brasileira e a uma situação politicamente correta. O lobo aqui não é o vilão cruel, está, aliás, longe disso. Ele não só é bonzinho como foge do zoológico e volta a sua caatinga para morrer em paz junto dos seus ou o que restou deles.O espetáculo foi agraciado com o apoio institucional da LINC - Lei de Incentivo á Cultura de 2009. A montagem foi desta vez apresenta uma novidade não só quanto ao formato que deixa de ser profissional, modelo que a Cia Clássica vinha adotando desde 2006 com os espetáculos da trilogia sorocabana. O formato aqui é do teatro popular nordestino, ou seja, o Cordel. Outra novidade foi quanto a apresentação que ocorreu simultaneamente em dois locais distintos, na USINA CULTURAL, a margem direita do rio Sorocaba e na escola técnica FERNANDO PRESTES. Para isso a Cia montou o espetáculo com dois elencos e exercitando em locais distintos. Na Usina foi uma apresentação em espaço fechado, já na escola Fernando Prestes foi em espaço aberto, externo. Contudo ambos os elencos irão se revezar durante a temporada experimentando os dois tipos de espaço. O texto e a direção são de Mario Pérsico, com direção de movimentos de Merlin Kern, preparação vocal de Edmo Perandim, figurinos de Cíntia Almeida e preparação musical de Ramon Vieira. Participam como atores Renato Gommes Fabrício Castro, Diogo Schultz, Ivone Martins, Matilde Santos, Maiara Martins, Gabriela Cau, Fabrício Mello, Caio Solla e Dann Panayotou.


Publicado em Cordel do Chapeuzinho e o Lobo |

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