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OS QUE CHEGAM COM A NOITE

Escrito por ideias em 26.Aug.10 – 00:08

 OS QUE CHEGAM COM A NOITE, nasceu como um trabalho de encerramento da oficina “De Lumierè a Truffaut - o amor nas telas francesas”, coordenada por Mario Pérsico na Oficina Cultural Grande Otelo em 2009 e que pegava carona no ano Brasil/França. Para tanto foi pensado em um trabalho que dialogasse com o entorno, ou seja, a Praça Frei Baraúna à noite. Local tradicional de garotos de programa, prostituição masculina, drogas, michês, tudo isso serviu de inspiração para a criação de diversas cenas que abordam sem moralismos ou preconceitos o universo marginal noturno do local. O espetáculo, “OS QUE CHEGAM COM A NOITE” também é já no título uma referência ao cinema, ou mais diretamente ao filme inglês de 1972 - The Nightcomers, estrelado por Marlon Brando. Como o próprio título sugere a apresentação vai costurando cenas que procuram mostrar com sensibilidade o cotidiano de personagens marginais, seres noturnos, mas nem sempre soturnos, em seus momentos mais variados. Foi uma pesquisa bastante interessante e rica essa aproximação de um mundo que está ai, mas nem sempre lançamos sobre ele um olhar humano ou de mera compreensão.Findo esse processo resolvi retomar o trabalho com o elenco da CIA CLÁSSICA DE REPERTÓRIO em parceria e a convite do TERCEIRO ANDAR criando novas cenas e aprofundando nossas pesquisas sobre o tema. Para tanto vimos documentários, trouxemos alguns Garotos de Programa que concordaram em falar sobre o dia a dia das ruas e também como se dá a relação cliente/garoto em ambiente fechado como as saunas. Devemos em breve entrar em temporada no Terceiro Andar, criando com isso um novo espaço para apresentações teatrais na cidade. As cenas foram criadas em improvisações pelos atores, ficando a dramaturgia e a direção cênica a cargo da Mario Pérsico. Participam do espetáculo os seguintes atores: Valéria Nastri, Renato Gommes, Felipe Dias, Raul Trindade, Vitor Motta, Diogo Schultz, Thiago Yungh, Camila Lemes, Laisa Maciel, Irene de Meira, Eduardo Prado, Miriam Tenório de Almeida, Mario Pérsico, Suellen Andrade, Maria Helena Barbosa e Thiago Gonçalves Costa.


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O Compadre da Morte

Escrito por ideias em 25.Aug.10 – 23:08

“O COMPADRE DA MORTE” surge para a CIA CLÁSSICA DE REPERTÓRIO como um o aprofundamento de uma pesquisa sobre o universo mítico do caipira, das lendas e causos extraídos do folclore brasileiro. Pesquisa esta que começou no ano de 2006, com o Projeto ”De Feiras de Muares à Revolução Industrial”, quando a Cia Clássica de Repertório foi agraciada com o Prêmio Funarte de teatro Myriam Muniz.O projeto era um resgate da história de Sorocaba partindo-se de um momento muito peculiar - a Febre Amarela, ocorrida no ano de 1897 a 1900. Sendo que o final do século XIX marca também o final de um ciclo econômico iniciado em 1750, que eram as Feiras de Muares. E este denominador só começou a ser alterado com o surgimento da estrada de ferro que foi pouco a pouco estendendo sua malha por todas as regiões do território nacional, tornando o transporte de cargas mais rápido, mais eficiente e mais barato. Mas o tiro de misericórdia desse processo viria a ocorrer em plena Feira de Muares de 1897 e também a última ocorrida aqui. - A Febre Amarela que surgiu em Sorocaba em 1897.Contudo, naquele momento o foco de nossa pesquisa era o dialeto que surgiu da miscigenação do índio com o branco e que foi sendo assimilado por todos nós através das oficinas de prosódia caipira.Na pesquisa desse universo peculiar vieram muitas estórias, lendas e causos saborosíssimos que compõe juntamente com a língua, o corpo dessa cultura popular. É essa cultura que ainda se encontra em resquícios no interior de alguns lares onde vez por outra se pode encontrar a receita de curau ou canjica que sai da gaveta para matar a saudade. Ou surpreender-se com a exclamação de um provérbio ou ditado que veio na bagagem cultural desse povo como: “Vô mi já que tá pingano”.O Projeto é um resgate dessa cultura partindo-se de lendas e causos que povoam o inconsciente brasileiro.O texto nascido dessa pesquisa partiu basicamente das histórias e causos recolhidos por Câmara Cascudo. O texto, dentro desta proposta explora o lúdico. As suas tradições e a cultura, tudo traduzido para um espetáculo em estilo popular. E assim como artistas estamos resgatando um pouco de nossa raiz mítica e perpetuando histórias que pertencem à oralidade cultural brasileira. O conto O Compadre da Morte, pertence à tradição oral de vários paises. Em linhas gerais é a história de José, um homem que tinha tantos filhos que não havia mais a quem convidar para apadrinhar o último que estava por vir. Desesperado, José resolve convidar a morte para madrinha do rebento. Convite que é prontamente aceito e ai começa uma complicada relação de amizade e traições. A sabedoria popular de José faz com que ele leve a melhor e engane a morte por duas vezes.Fazem parte da montagem os atores  Renato Gommes, Diogo Schultz, Danilo Panayotou, Richard Santos, Diego Crivari, Matilde Santos, Merlin Kern, Mario Pérsico, Rosaura Mello, Felipe Dias e Ibraim Ramos.Texto e Direção: Mario Persico, Direção de Movimento: Merlin Kern, Preparação Vocal: Edmo Perandim, Produção: Richard Santos


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A Mulher Zumbi está de volta!

Escrito por ideias em 11.May.10 – 13:05

Lembrando que amanhã (27) a Cia Clássica de Repertório promove o retorno da comédia teatral “A MULHER ZUMBI”, que estreou em 15/10/1994 no Teatro Municipal Teotônio Vilela, e de lá pra cá ganhou 27 prêmios, excursionou á Portugal, em1999, representou o Brasil no XII ENTEPOLA - Encontro de Teatro Popular Latino Americano em 1998. Fez temporada no Teatro Dulcina de Moraes em Brasília, em 1997 e viajou por grande parte do Estado de São Paulo e sul de Minas. E, sobretudo, foi essa mulher tão debochada e cínica, a responsável pelo prestigio e reconhecimento que a CIA CLÁSSICA conquistou junto ao público e a critica e também pela efetiva profissionalização do Grupo. A MULHER ZUMBI é uma comédia no gênero Terrir - Terror cômico ou terror para rir, escrita, dirigida e interpretada por Mario Pérsico com a contracena de Jair Christo, que participa da montagem desde a estreia. O texto passeia tranquilamente por vários estilos teatrais, passando pela farsa, besteirol, chanchada, comédia de costumes, vaudeville, comédia circense, ao melodrama, mostrando ao expectador, do leigo ao mais sofisticado amante da arte dramática, o imenso prazer que um espetáculo teatral pode proporcionar. Tudo isso recheado de citações, referências aos clássicos do cinema como REBECCA - A MULHER INESQUECÍVEL e PSICOSE (Alfred Hitchcock), O BEBE DE ROSEMARY (Roman Polanski), OS GIRASSÓIS DA RÚSSIA (Vittorio de Sicca), OS GUARDA CHUVAS DO AMOR (Jacques Demy), A PANTERA COR DE ROSA (Blake Edwards), E O VENTO LEVOU (Victor Fleming), QUANTO MAIS QUENTE MELHOR (Billy Wilder), alguns até mais recentes como GHOSTH e TITANIC, entre outros. A história é um mero pretexto para os variados estilos de comédias e referências cinematográficas. O mote da história é muito simples. Em uma ilha do caribe, um grande proprietário tem sua amada esposa transformada em zumbi pelo feiticeiro local. Desesperado ele entra em acordo com o mesmo para tentar reverter essa maldição. O feiticeiro concorda, mas para isso impõe uma condição. O feitiço deverá ser transferido para outra mulher em tudo semelhante a primeira. É ai que a peça começa. Com a chegada de Ethel, a esposa prometida e já preterida, que está vindo á ilha para consumar um casamento feito em Londres por procuração. Ethel é também a personagem preferida da trama. A mulher que vem em busca de um grande amor e se depara com uma trama sórdida. A Mulher Zumbi ficou quinze anos em cartaz e agora retoma sua saga que já virou até um média metragem, protagonizado pelos mesmos Pérsico e Christo, com produção sorocabana da LOJA DE IDÉIAS. Se você ainda não viu, venha se divertir com Mario Pérsico e Jair Christo se desdobrando em seis personagens, graças as alucinadas trocas de roupas, 46 no total, o que cria um jogo ágil e hilariante, além de proporcionar um grande exercício de atuação para os dois atores. A Mulher Zumbi é um trabalho que diverte muito, faz chorar de rir e fazendo rir, cumpre plenamente sua sublime missão, que é estimular o prazer e o gosto de ver teatro, sendo por isso um espetáculo obrigatório. A MULHER ZUMBI retorna ao palco, no auditório Pedro Salomão amanhã, dia 27 maio de 2010, com apresentações às 20h00min e 21h00min. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente no ponto de venda descrito a baixo, ou na bilheteria do teatro, amanhã a partir das 8h00min . Mais informações (15) 3217-7053. Corra e garanta já o seu ingresso.

   

   Os ingressos para essa temporada popular custam R$ 14,00 (tendo direito a meia entrada, estudantes, terceira idade e classe teatral.

 

LOJA CONCEITO VINTAGE Roupas-E ACESSÓRIOS

RUA DA PENHA, 1149 - CENTRO SOROCABA-SP

(em Frente a supermercearia São Bento)

TEL 15 33277100

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Cia Clássica de Repertório

 
 
 
 
 

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